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A AGENDA DA IVI

Written by em 21 de junho de 2020

O comportamento da Imprensa Vermelha Isenta obedece a um criterioso roteiro de adequação às necessidades do clube do coração, nem que isso se dê às custas do sacrifício da verdade e da distorção pura e simples. O que é a agenda da IVI?

A IVI tem um modus operandi próprio, uma organização de tal magnitude que, mesmo sem liderança fixa ou uma estrutura aparente, tem sede, membros e um código linguístico e de conduta próprios cuja existência facilmente se verificam, a começar pela agenda negativa e agenda positiva.

Os assuntos relativos ao Grêmio são sempre sob ótica negativa. Ou qualquer assunto negativo, dá-se um jeito de se tentar vincular ao Grêmio. Surto de dengue na capital? Manchete da IVI, como saiu na ZH “Velho Olímpico é foco de dengue”. Qualquer jogador que tenha passado pela porta do Grêmio vira automaticamente “ex-Grêmio” caso se tenha envolvido em alguma polêmica ou caso disciplinar, intra ou extra-campo… E para quê? Simplesmente para vincular o nome do clube a algum fato negativo, mesmo sem qualquer relação com o clube ou com o futebol. Cito dois fatos: Há uns meses, a ZH (sempre ela), reproduziu uma matéria do Jornal O Globo do Rio de Janeiro falando de irregularidades nos contratos de empreiteiras. A matéria original falava da OAS, da AG e outras. A matéria da ZH falava apenas da OAS, omitia a AG (dona do Beira-Rio Recauchutado, coisa que até os paralelepípedos da Calçada da invadida Pe. Cacique sabem, mas que a imprensa gaúcha nega. Vendem a mãe, mas se recusam a dizer a verdade) e ilustrava a matéria com uma fota da… Arena do Grêmio. Entenderam a agenda negativa?

O outro fato a citar: a cessão de uso do terreno do Olímpico para guarda de ônibus da Prefeitura. Não se mencionou que isso é gratuito e fará que a prefeitura economize eis que senão houvesse a cessão, dever-se-ia alugar terreno para guarda dos veículos. E qual foi a tônica? Que a Prefeitura estaria fazendo um favor porque o “terreno abandonado do Olímpico é fonte de despesas e preocupações com invasões”! Que total inversão da verdade e do foco. Quiseram dar a entender que estaríamos dando despesas à municipalidade, mas NEM uma palavra sobre a vergonha da doação do terreno de R$ 56 milhões doados como se valesse 18 milhões com míseras contrapartidas de 3,3 milhões e que NADA foi feito até agora. A mesma imprensa que não se insurgiu contra as invasões de áreas públicas, que defendeu o clube no caso da captação clandestina de água, que nada falou das infraestruturas temporárias da Copa que deveriam ter sido pagas pelo clube e foram-no pelo Estado… A mesma imprensa que vilipendia sistematicamente as comunidades do Humaitá. Bem, creio que vocês já entenderam.

No lado mau da força, rubro, o gaiteiro toca outra melodia. Falta dinheiro aos vermelhos até para o dia-a-dia. Dinheiro não há. Só que as manchetes para os lados do Beira-Bergamota são sobre empréstimos milagrosos (lembram-se dos 50 milhões ano passado que seriam a salvação da lavoura? Uma gota no oceano de dívidas), déficits que são bons e positivos, que voltarão melhores da pandemia, que o Coudet deles é mais gostoso e trabalha mais…

Lembram quando foram a campo com as mangas da camisa tapadas por uma fita adesiva? Perderam patrocínio. Silêncio sepulcral. Na noite após aquele jogo, o falecido (para a imprensa) Zini Pires, sempre ele, saiu-se com a coluna babaquara do dia: “Como os asiáticos planejam invadir o Beira-Rio”. Eu não lia o zini, confesso. Via a palavra Zini e desistia, sei que viria bobagem e não perdia meu tempo, mas, naquela a chamada da reportagem escrita às pressas para salvar o vexame da tarde, estava escrito que “Empresa Tailandesa que ocupar as mangas da camisa do SCI”! Alvíssaras, Senhores! Seus problemas acabaram! Sairiam as fitas adesivas e viria o arroz tailandês no Abacaxi… Era verdade? Não, o Zini achava e especulava. Mas foi o suficiente. O direito de imagem estava então (como está hoje) atrasado, mas o importante era a manga. Sim, porque daí ninguém mais falou de outra coisa que não dos “asiáticos”. Agenda positiva na veia porque ninguém é de ferro.

Aliás, ainda no quesito agenda, mencione-se que eles seguem a máxima do “Grêmio Terra Arrasada” e “inter fato positivo sempre que possível ou não”. Quando uma negociação não chega ao fim, para o Grêmio, “dificultou”, “perdeu a oportunidade” etc. Quando é para os lados do Aterro Invadido, “o clube desistiu” (lembram do Henrique Almeida? Ah, pois é). A administração atual ganhou afagos desde o primeiro minuto. Medeiros assumiu um clube quebrado. Manchete da ZH? “Medeiros assume com pouco dinheiro mas com uma inédita cota de tv” ! Pelo Amor do Guarda, Senhores! Olha lá o fato “positivo” para minimizar a dor da realidade da bancarrota vermelha. Ontem li que não sei qual perna-de-pau virá para o inter “sem custos”. Outro! É impressionante. Não há outro clube no Universo que consiga tantos jogadores que venham por amor, sem custos e sei-lá-mais-o-quê! Daí, anos depois, a conta chega. As execuções batem à porta e a imprensa vermelha isenta não questiona. Passa à mentira seguinte e está tudo certinho.

Já viram, senhores, que a conversa é longa e poderíamos seguir alinhando exemplos. Todos que leram até aqui (agradeço-lhes a paciência) identificaram os casos acima e, por certo, assentiram com o que estou relatando: há clara falta de compromisso com a verdade. A IVI, amigos, não é isenta e vermelha à toa. É insidiosamente vermelha. É pecuniariamente vermelha.

A única dúvida que fica, portanto, é: por que ainda há gremistas que dão crédito às insídias que a IVI traveste de notícia? Por que há tantos azuis fascinados pela perfídia vermelha? Porque, sinceramente, é um acinte à inteligência de qualquer um. Aos justinhos que se passam atestado de néscios, admoesto: acordem!


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