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Gauchão é momento e estatística

Escrito por em 1 de setembro de 2020

A casa da Família Vieira ainda guarda as faixinhas de campeão, que se comprava nas proximidades do Olímpico. Dia de final, ou após o jogo, a galera amarrava na cabeça o orgulho da conquista. Desde 1985, tenho todas, ou quase. 

O hexacampeonato veio em 1990. 4 a 1 neles, com dois do nosso colega de Hospício, Paulo Egídio. 1989 foi pênaltis. Mazzaropi pegou dois. Cuca converteu o decisivo. 88, o Grêmio-Show empatou com o Caxias, no Centenário, e confirmou. 87, 3 a 2 neles, depois de abrir 3 a 0. 86, 1 a 0, gol do Osvaldo. 85, 2 a 1, Bonamigo e Caio Júnior. 

1993, 1995, 1996, 1999, 2001, 2006, 2007, 2010, 2018, 2019, 2020. Depois do hexa, conquistamos o Gauchão nestes anos. Posso, e vou, citar as finais. 

93, em Pelotas, empate, 1 a 1, garantiu antecipadamente. 95, Banguzinho foi o suficiente para ganhar deles. 96, goleada, 4 a 0, sobre o Juventude. 99, Ronaldinho sobre Dunga. 2001, com Tite, Zinho e Marcelinho Paraíba, 3 a 1 sobre o Ju. 2006, Pedro Júnior calou o Brio. 2007, de novo o Juventude. 2010, ganhamos deles lá, 2 a 0, e jogamos pelo regulamento em casa. 2018, no Bento Freitas, goleada e “Dia do Fico” do Renato. 2019, matamos nos pênaltis. 2020, sufoco com o Caxias. 

Lembro de tudo como se fosse hoje. Marcou na minha memória. Costumo dizer que “Gauchão é momento e estatística”, pois comemora-se quando ganha. Depois, vira contagem na lista de campeões. 

No entanto, conservo o que vivi, com a mesma emoção de Copas do Brasil, Libertadores, Brasileiros, Mundiais, Recopas, entre outras. Sofri até o fim do jogo, domingo. Poderia ter sido mais fácil, mas esperamos o adversário, que teve competência para pressionar e virar. 

Se estivesse na Arena, compraria a faixinha e colocaria na cabeça. Iria comemorar muito. Com trago e churrasco. Ouviria o nosso Recolhendo os Trapos com sorriso, sem pensar no depois. 

Terça-feira, refletiria sobre as consequências do resultado para o restante da temporada. Se o Renato errou ou acertou. Se algum jogador não atuou bem. 

Ressaca boa é aquela que nos dá o dia seguinte para descansar e relembrar os detalhes da vitória, mesmo sofrida. Gostei de ser tricampeão gaúcho. Quero ser tetra, em 2021. E juntar mais uma faixinha à minha coleção.     

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA


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