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GRANDEZAS

Escrito por em 18 de fevereiro de 2020

Não assisti ao Grenal. Somos de uma família predominantemente Tricolor, mas não apreciamos o “misturar as coisas”.

Assim, mesmo com a possibilidade de acompanhar em nosso estabelecimento comercial, optamos por deixar a televisão desligada.
Nosso protocolo sempre foi esse, e até pra evitar futuras cobranças dos xaropes plantonistas, não abrimos mão dele.

Na segunda-feira, tirei um tempo pra ver o VT da partida. Não vi o mesmo jogo que viu a IVI, que chegou a dizer que o ex-tradicional-rival nos “amassou” no segundo tempo. Nada disso. Ataques aleatórios e desesperados, motivados sobretudo pelo acerto forçado da mecânica de jogo, após a expulsão de um cidadão que 80% atrapalha o time, e os outros 20% também.

Musto é um Bolatti que não jogou Copa do Mundo. Aliás, não lembro de tê-lo visto na seleção. Aliás, tirando meia temporada boa pelo glorioso Rosário Central, não lembro de mais nada a seu respeito. Só o que sei é que ostenta mais de 200 cartões na carreira. Bela marca.

Mas quero falar do Grêmio. Em especial, duas figuras.
Primeiro, Vanderlei. O atual co-irmão não é parâmetro, sei. Mas clássico sempre possui uma atmosfera diferente. E Vanderlei, criticado em alguns momentos da temporada (que recém se iniciou, e esses críticos não entendem quanto custa um recondicionamento físico), não tremeu. Pelo contrário, vi intervenções firmes, seguras, de imposição, de enquadramento com a equipe. Vi a personalidade que cansei de ver outrora nesse mesmo Vanderlei, e que parece ter rebrotado nesse jogo, que queira-se ou não, pode nos dar a tranquilidade pra sequência da Libertadores, algo que já não é realidade pro E-T-R.

E Diego Souza. Como eu torci pelo Diego. Como eu queria que ele chegasse arrebentando. Três jogos, três gols. Meteu o do Grenal. Na casa deles. Um cara que tem gol pelo Grêmio no Olímpico, na Arena, nos escombros do Bêra e no Bêra remendado. E tudo isso em um ano e mais três partidas. É mole?

Meteu gol em Grenal nas duas passagens. E o Guerrero? Sei lá. A IVI da Ipiranga finalmente passou a cogitar uma análise a respeito do “porquê da queda de rendimento do Guerreiro”. Não é difícil a resposta. Escrevi quando ele chegou, e aquela meia dúzia de gols contra times de bairro não mudaram minha opinião: é ex jogador.

Não é questão de idade. Todos sabemos quais as razões.
Vanderlei e Diego Souza vão na absoluta contramão. O primeiro, quando estiver com o ritmo de jogo em sua plenitude, calará muitos dos críticos. E o segundo, já deu seu cartão de visitas. Basta manter, e já mostrou que gana pra isso não falta.

Mas há algo que me diverte mais do que isso. Ambos mataram de cara o primeiro argumento que os amargos poderiam usar como defesa.
Ou algum deles se arriscará a perguntar “fechou o gol contra quem?”, “fez gol contra quem?”.

Enquanto isso, o Guerreiro, o Musto, o “CûDê”, O “DhallY”…
O salão de festas continua a mil. E a disparidade é tanta, que nem os alto-falantes chegaram perto de abafar nosso alento. A torcida deu show, em todos os sentidos, e cada um dos vídeos e relatos que tive o prazer de ver, ouvir, me deliciar…mostraram mais uma vez a realidade sempre ignorada pela IVI: Não há como comparar ou equiparar.

Grandeza não se mede em 4 anos. Grande é grande. O resto, é recalque de perdedor.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA


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