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LÉO MOURA – INÍCIO, MEIO E FIM

Escrito porem 8 de dezembro de 2019



Não vou considerar esse texto um “texto”. Aliás, meio que estou me aposentando no ramo. E pelo assunto ser “aposentadoria”, precisava falar um pouco sobre esse cara.

Leonardo Moura foi um dos melhores laterais que eu vi jogar. Não pela amostragem aqui no Grêmio, aonde chegou já veterano. Ele jogou com Romário no Vasco, e este o pedia na seleção à época. Dizia que sua capacidade de ler a infiltração de um centroavante a partir da ponta era de precisão rara.

Foi expoente no cenário nacional, ganhou títulos, fama, prestígio…mas faltava algo. Ainda não conquistara a América.

Meia improvisado no rebaixado Santa Cruz de 2016 (juntamente com Figueirense, América e o clube do PDF), topou o desafio de buscar mais essa honraria, mesmo prevendo a suplência do então incontestável Edílson.

Três momentos dessa caminhada foram emblemáticos: primeiro, antes mesmo de ser contratado, o gol do 1×1 no Bêra, ainda pelo Santinha, que ajudou a rebaixar o ex-tradicional-rival. Segundo, o abraço a quem o bancou, Renato Portaluppi, no momento em que o título que tanto ambicionou se concretizava, diante de seu incrédulo ser, que topara um banco de reservas pra poder viver aquele momento. E terceiro, com a humildade e grandeza típicas de sua passagem pelo futebol profissional, a emocionada e emocionante postagem de despedida do clube que tão bem o acolheu.

Aliás, em um momento que não condizia com sua qualidade técnica e história no cenário desportivo.

Léo Moura redescobriu a alegria de jogar futebol aqui no Grêmio. O Grêmio, que tão bem trata os atletas que honram o manto, e que jamais esquece dos serviços prestados.

Léo Moura sai pela porta da frente, não por uma simples postagem, mas por seu extremo profissionalismo em cada minuto pós-apresentação como atleta Tricolor.

Poucos davam um vintém por ele, mas cada gota de suor de sua trajetória deixou um pouco dele, e levou um pouco do Grêmio em sua bagagem.

Em suma, creio que Moura sai daqui um pouco gremista. O Grêmio e o RS irão na mala de garupa do seu coração até os próximos rincões que desbravar. Mas nela ele levará a certeza de que, pelas bandas do Humaitá, as tramelas serão sempre pro lado de fora.

Léo Moura fez o primeiro gol do Tri América, esteve em uma das mais emblemáticas imagens da conquista, e finaliza seu ciclo muito maior do que iniciou.

Gratos por tudo Léo. Foste exemplo no início, no meio e no fim.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA




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