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O CAMPEONATO SEM IMPORTÂNCIA, A FALTA DE VERGONHA DA IMPRENSA GAÚCHA E O GRE-NAL

Written by em 21 de julho de 2020

O gauchão é um campeonato sem importância? Sim, é. Todos que já leram os nossos escritos acerca do gauchão, com o passar dos anos, já notaram que temos verdadeira abjeção a este torneio sem qualquer sentido e que só nos serve para prejudicar. Quantos jogadores, nestes últimos anos, perdemos ou foram prejudicados porque lesionados, seja por atletas adversários, seja por condições muito ruins dos campos – verdadeiros potreiros –, e vieram a desfalcar o time em competições mais importantes, como o brasileiro? Poderíamos aqui desfiar uma lista interminável que passaria até pela costela quebrada de Geromel, lembram?

Não trataremos, ainda, do time para a partida de quarta-feira. Tampouco faremos aqui análises técnicas e táticas que andam tão escassas na imprensa (que optou pela pura ovulação, como veremos abaixo). Aqui trataremos de questões extra-campo. Trataremos de dois pontos nodais: a inoperância da FGF (e uma atávica incompetência) e a promíscua imprensa esportiva gaúcha. E por que promíscua? No sentido de ser uma deletéria cronista de resultados, assessoria de imprensa de um lado ao invés de analisar e informar. Torcem por um lado e distorcem tudo o que diz respeito ao outro.

Tornando ao gauchão, então, é um campeonato viciado, de cartas marcadas e moldado à imagem e semelhança de seu então presidente conselheiro isento (que hoje dá nome à “taça” em disputa), cuja sombra ainda paira sobre a federação gaúcha, em que pese sua substituição por outro presidente. Há uns dois anos, o então presidente Multisom, em entrevista à IVI da Orfanotrófio, ousou dizer que preferia o desonesto ao incompetente. Que este causaria mais prejuízos que aquele. E ficou tudo por isso mesmo! Ponto final. Essa frase é muito reveladora do que move a FGF (para quem ainda tinha alguma dúvida), de vez que ele disse, então, textualmente, que tolera desonestidade. Como, aliás, ele precisasse dizer… Vemos isso cotidianamente no campeonato gaúcho. Como, então, querem que sacrifiquemos os titulares nessa competição sem sentido? E dar o nome da competição em homenagem a quem tem uma fluidez moral desse quilate já seria o suficiente para não a disputar.

Um campeonato capitaneado por interesses extremamente questionáveis, em um conturbado período de idas e vindas, um período que seria muito melhor aproveitado se fosse utilizado para a preparação à Libertadores (que se reinicia em 15 de setembro, sendo dia 16/09 nossa primeira partida) ou ao Brasileirão (recomeço em 09 de agosto). Ora, Srs., após uma parada tão extensa, uma nova pré-temporada seria necessária, e, assim, vamos sacrificando o que interessa pelo ruralito!

Raciocinemos, então. Dar importância ao gauchão, aquele campeonato em que os sorteios são tão interessantes que, quanta sorte, um clube quase não sai de seu estádio e, quando sai, é ali para a grande Porto Alegre, e outro viaja por todo o interior em verdadeira excursão “conheça o Rio Grande a fundo” (isso aconteceu em 16, 17, 18 e 19. Também teria acontecido em 2020, mas a pandemia transformou toda a história. E quem defende a participação integral com todos os titulares? A IVI. O bom é que a torcida refuta-os.

E aí, de repente, a imprensa vermelha começou a defender de maneira forte o retorno do campeonato, contra toda a lógica e contra todo o bom senso. O rubicundo Legado de Salmão, Pedrernesto foi um, em sua coluna-comédia e em seu Parque dos Dinossauros diário, que bradava pelo retorno imediato. Não poderia deixar de ser diferente. A IVI é, sim, patética. Seja quando tenta negar o óbvio, seja quando tenta desvirtuar aquilo que se vê. Engodo e empulhação, com pitadas fartas de mau-caratismo, são os ingredientes especiais e cotidianos da chamada Imprensa Esportiva no Rio Grande do Sul.

Vamos, então, a mais uns elementos. A imprensa tão diligente para apontar salários do Grêmio ou reclamações de “festas” em casa de jogadores gremistas (lembram em fevereiro, antes do vírus, quando um jogador gremista estaria incomodando uma vizinha com suas festas? Vizinha aparentada de um locutor que apresente cotidianamente seu Café com Cicuta na nal=nal; mas essa mesma imprensa cúmplice calou-se agora no período de restrição social sobre jogadores do inter que estavam fazendo festas e causando aglomerações. Essa imprensa que se calou, cúmplice, sobre o inter estar fazendo treinos coletivos pelo menos desde 4/07 (quiçá antes) e se calou, também, quanto aos jogadores do inter terem passado largo período deste mês sem serem testados.

Esses mesmos repórteres, verdadeiros engenheiros de obras prontas, são aqueles que saem com as colunas-ovulação de sempre. Diogo Pipoca, o Olivier, que saiu com “O Que o Brasil espera do Inter de Coudet”. Ora, a única coisa que o Brasil espera é que o sci pague suas vultosas dívidas e pare de furtar água, invadir avenidas e apropriar-se de áreas públicas, em detrimento do bem comum e do interesse público dos gaúchos. E por aí vai a coisa. Leonardo Papoula, o Oliveira foi outro que passou os últimos dias a tecer loas ao Cudê. E aí, quando dizemos que há uma pauta única, uma cartilha que todos seguem, dizem-nos paranóicos. Que reportagem hoje saiu no globoesporte.com(editoria do RS)? Se o inter tinha vantagem por Cudê estar há tempos com a equipe. Vão lá. Olhem as opiniões dos jornalistas. Mas notem a diferença de análise entre os dois jornalistas acima do Mampituba e a análise dos dois gaúchos. Tollitur quaestio!

E é a esses “jornalistas” que os justinos dão credibilidade. E é a esse tipo de cronista de ocasião a que alguns poucos gremistas ainda leem e repetem! Por quê? O terrorismo que eles têm feito sobre as “ausências” de contratações de peso ou que não temos condições de enfrentar as competições, além dos apontes das “fragorosas deficiências do Renato”, é rigorosamente idêntico ao que fizeram em 2019, 2018, 2017 e 2016! Querem mais uma prova? Pedro Ernesto veio já com a famosa ladainha de “Renato no Flamengo”.

É, portanto, claro que, em matéria de coerência, eles são invencíveis. A sombra vermelha da distorção, da adaptação e da manipulação paira sobre a imprensa esportiva gaúcha e cabe-nos denunciá-los. Por isso, conclamamos: Não lhes dêem créditos! Não lhes dêem atenção! Até achamos que o Renato errou nesse comportamento de se ter mantido no Rio de Janeiro, até cremos que o presidente Romildo teria de ser mais firme e cobrar mais do nosso técnico para que não nos fique a impressão de que ele tem o controle do clube. Entretanto, há enorme diferença entre criticá-lo e torcer contra o nosso próprio time, há um precipício de distinção entre admoestá-lo por essa incoerência a querer ver uma superioridade de Coudet!

Acreditamos, sim, na vitória do Grêmio na partida de amanhã. Temos um time melhor e mais apto. É um Grenal. E Grenal se vence. Ponto. Simples assim. Construir um resultado mesmo jogando contra o sci, a arbitragem e a FGF, pouco importa. Não deveríamos ter entrado na disputa do Gauchão (já repetimos muitas vezes: quem gosta de Gauchão é prenda casadoira), mas já que aceitamos disputá-lo e sendo um Gre-nal a primeira partida do retorno, temos de jogar a vida e derrotá-los. Calar-lhes a soberba que está sempre presente. E por calar-lhes não me refiro apenas aos colorados, mas, também, à imprensa vermelha isenta, em outras palavras, silenciar a imprensa esportiva gaúcha e seu discurso rubro e boquirroto.

Apenas cremos que temos de fazer o suficiente para não cair (apenas para economizar nossa paciência), nada mais. Deixem os guris ganharem força e corpo, dizemos isso sempre. Ponham os guris a disputar esse torneio engana-bobo e final de conversa. Deixemos o gauchão para quem só tem essa grandeza, para quem não tem capacidade de almejar mais nada. Nossa grandeza é a Libertadores e o Brasileiro. Era a esses campeonatos que deveríamos estar dando atenção e centrando esforços. Nossa disputa começa dia 09 de agosto. O resto é só isso: meramente o resto.

Imagem: Max Peixoto/FGF


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