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O USO DA BASE

Escrito por em 3 de agosto de 2020

Todos aqui já nos deve ter visto conversar sobre o uso da base e o quanto defendemos que tal utilização intensifique-se.

Trazemos alguns pontos interessantes sobre esse uso após termos examinado uma copilação de dados sobre o uso dos atletas da base.

A análise usa dados entre 2015 e 2019. Usamos como fonte um estudo realizado pela Pluri Consultoria da onde extraímos, para nossa análise, não só os dados, mas, também, as ilustrações. Pois bem, há muito espaço para isso em nosso clube. O Grêmio destaca-se, estando em 8º, embora esteja entre os dez clubes que mais utilizem jogadores da base (de fato, é o 8º entre 22), poderia aumentar essa participação percentual. Se tomarmos como ponto de comparação os minutos jogados pelos atletas oriundos da base, o #Grêmio utilizou-os 23,4% dos minutos jogados.

Com efeito, é um percentual baixo comparado ao cabeça da lista, o Santos (39,6%) ou ao Atlético Paranaense (33,8%), mas muito superior ao Flamengo (18%) ou Atlético Mineiro (14%), respectivamente o 14º e 15º da lista e muito mais ainda sobre os três últimos da lista.

Indica-se, com isso, que estamos no caminho certo. Só que há amplíssimo espaço para o desenvolvimento e crescimento de tal uso. Vamos, então, aos números gremistas em detalhes.

É interessante notar que sempre nos pareceu que o Grêmio usava amplamente os jogadores da base, o que se revelou falso. Quiçá a impressão sobreveio por conta da qualidade desses atletas promovidos ao profissional ou utilizados no time principal, dando, então, a relativa aparência de que são muito mais utilizados do que realmente são.

Frise-se que não são pouco utilizados (8º/22), mas quase vinte pontos atrás do primeiro lugar, o Santos. Esse percentual de 23,4% é distribuído como? O pico de utilização foi em 2016, 29,2%, seguido de 2017 (27,2%), anos da conquista da Copa do Brasil e da Libertadores.

O ano de menor utilização foi 2015, 15%. 2019 conheceu um decréscimo: 18,5%. A conclusão inexorável: os anos que levantamos taças foram os de maior índice de utilização da base, o que nos leva à conclusão que é uma estratégia necessária. Preocupa-nos, porém, que, a partir de 2019 tenha ocorrido queda tão acentuada na utilização da prata da casa, fato coincidente com a pior performance de todo o quadro do futebol.

Se formos comparar com o sci, por exemplo, 7º no ranking, percebemo-lhes uma tendência decrescente vertiginosa, com 37,7% de uso em 2015 e apenas 11% em 2019, fazendo que sua posição em sétimo seja enganosa, eis que os altos índices em 2015 e 2016 elevaram-lhes a média. Notem que uma baixa performance deles coincide com essa base sem perspectivas.

Merece menção, igualmente, o Santos. A comparação é interessante e forte: uma média sólida de 39,6% de uso da base, com pico de 48,2% em 2016, mas com queda acentuada em 2019 (29,9%). Mesmo com a queda, uma impressionante média.

Uma comparação com os outros times à nossa frente no ranking, como Coritiba, Vasco, Fluminense e Goiás (vide imagens) mostra a tendência comum de queda em 2019, mas, ao contrário do Grêmio e Santos, que utilizam a base por estratégia, muitos destas equipes usam a base por absoluta necessidade, de vez que não têm como contratar. Em síntese: como sempre defendemos aqui na Rádio Hospício, a estratégia de uso da base é curial e incontornável na forja de times vencedores e campeões não só pela absoluta e imperiosa diversificação do plantel, mas, também, porque o rodízio de jogadores e a própria situação do mercado da bola em nossos dias faz que os olhos dos clubes estejam focados no desenvolvimento de atletas capacitados a suprirem as necessidade de cada clube.

O Grêmio, em tal aspecto, parece no caminho certo. Continuaremos acompanhando de perto a base e defendendo seu uso mais amiúde.


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