Tocando Agora

Title

Artista

Current show

Current show

Background

OS DOIS GRENAIS DE 22/07: O GRE-NAL QUE ACONTECEU E O GRENAL QUE A IVI VIU

Written by em 23 de julho de 2020

Não existe IVI.‬ Tanto não existe que houve dois drenais ontem: um, o real, que todo mundo viu, onde o Grêmio, em que pesem algumas deficiências apresentadas, venceu incontestavelmente e outro, fruto do devaneio vermelho, que só a imprensa vermelha viu.‬ A prova?‬ Vamos aos fatos.

A partida começou e, como se previa (falamos diversas vezes isso durante o Sala do Hospício), um jogo especialmente truncado, mas menos lento do que imaginávamos. As equipes carecendo de ritmo. Notório isso. Logo que o apito soou, não tirávamos da cabeça que tínhamos de vencer de qualquer jeito. De qualquer maneira. Calar os colorados e a IVI, bem como para dar uma lição nesse time sujo que estava desrespeitando o protocolo e treinando coletivamente quando ainda estava proibido. A maior posse de bola e velocidade deles demonstrando que eles estavam treinando coletivo há tempos já. Ficou muito patente tal fato.

Logo a princípio, estávamos apresentado uma marcação muito baixa e chamando-lhes para cima. Aí sobreveio bonita jogada do Cebolinha que lhes obrigou o arqueiro-mão-de-alface a contorcer-se e fazer uma defesa importante (se tivéssemos marcado ali, teria sido uma enfiada de golos). Sentindo que crescíamos, o goleiro deles fingiu incômodo e esfriou a partida. Natural. Faz parte do manual colorado de ser.

Era exasperante como eles subiam fácil e chegavam. Estavam entrosados e aproveitando um enorme espaço na nossa esquerda. Até brincamos no meio da transmissão, perguntando a todos se já tinha passado a saudade de passar raiva com o Grêmio. Entretanto, se formos bem pensar, Vanderlei fez tão-somente uma defesa perigoso, houve, de fato, um único chute que ofereceu algum perigo. Geromel e Kannemann seguros, sendo que Geromel ganhou todos os duelos em campo. Todos.

O pênalti mal batido de Everton, que telegrafou o lance para o goleiro, irritou-nos um pouco. Mas a superioridade gremista na bola era incontestável. A maior velocidade deles foi cedendo pouco a pouco e o fato da maior posse de bola (no primeiro tempo foi 63% deles e 37% nossa) pouco importou na evolução do nosso time em campo. Voltamos melhores no segundo tempo e preenchemos os espaços. Tanto que Jean Pyerre, meio apagado na primeira etapa, foi incontestavelmente decisivo na segunda, não só pelo gol (uma bem batida falta), mas porque cresceu muito e foi assertivo e participativo ali no ataque (ou setor ofensivo, como queiram).

No mais, perdemos algumas oportunidades desperdiçadas nas duas etapas (talvez a mais notória tenha sido a do Diego Souza no primeiro tempo), mas compactamos e ajeitamos a marcação no segundo, não os deixando evoluir. Eles, como sói acontecer, abusaram das faltas e da violência quando viram que não eram páreos para nosso time.

Esse foi o jogo que aconteceu. Mas e para a Imprensa do Rio Grande? Ah, eles viram outra partida.

Primeiro, e vamos comentando fora de ordem mesmo, porque, para eles, o gol de Jean Pyerre “foi sorte”, “sem querer” ou “sem intenção”. É aquela velha cantilena: tudo para amaciar-lhes o fracasso. E o lance do pênalti? Pênalti claríssimo que, para eles, “foi duvidoso” e, quando o juiz aliviou o Musto (que incontestavelmente deveria ter sido expulso, opinião unânime de todos os comentaristas do Centro do País), nenhum deles viu necessidade de expulsão!

Pois bem, e seguiram no devaneio hoje, dia seguinte. ‪Duas reportagens no globoesporte.com trazemos como exemplo. Eduardo Moura escreveu uma de coluna que se poderia chamar de “a vitória envergonhada”. Ele chamou de “mesmo sem brilho,a vitória dá fôlego”, como se estivéssemos em crise antes do jogo… como se eles não tivessem passado o mês com o Coudet na boca e louvando o argentino, projetando a “lavada” que nos daria e a franca superioridade.‬ ‪Aí vimos o que vimos? Ganhamos e seguimos na frente, então eles passam pano para suas próprias falácias e por aí vai. ‬ ‪Temos invencibilidade de oito partidas sobre o eles. Grêmio com 12 pontos no Grupo B, eles têm 7, mas, para o colunista ivista, nós jogamos mal, foi sorte e o trabalho deles é que é consistente.

‪Na outra matéria, também do Eduardo Moura- ó surpresa – “Renato se surpreende com a vitória”, tirando do contexto a fala do treinador, e vem a pauta concertada da “vitória por acaso”, todas as matérias na mesma linha! ‪Ora, ora! Análises técnicas, táticas sérias, não se vêem. Defesa sem pudor da miragem vermelha foi o tom em uníssono nesta quinta-feira.

Os cronistas de resultado da IVI e os engenheiros de obra-pronta estão meio desorientados. ‪E poderíamos citar o Lucianinho desolado na transmissão, mas preferíamos perguntar ao Saraiva e ao Olivier onde estava a vantagem que disseram haver, onde estava o melhor trabalho do cudê… Aliás, não tiravam o cudê da boca! E, nesse quesito, hoje, o Saraiva, mais que rápido, veio na coluna dele no mesmo globoesporte.com, defender: pela primeira vez disse que o time gremista era melhor para, logo depois, dizer que o clássico “foi esquisito”, o gol gremista “foi quase casual (olha aí, de novo essa história)” e que o “Grêmio não correu mais riscos”, não deixando de ovular dalessandristicamente pelo Garnisé, “perdido para o cansaço” e “ninguém mais fez o que ele tentava fazer”.‬ Desculpe-nos lá, Saraiva, mas o Guerrero mesmo fez aquilo que o Pequeno Garnisé fez o tempo todo: nada! Só no RS dá-se trela, ainda, e esse aético “atleta”, uma sombra daquilo que nunca foi. E frise-se: ao sair de campo, xingando tudo e todos, protagonizou a cena mais patética do jogo, ficando aqui a indagação: será ele interpelando pelas ofensas, calúnias, difamações e injúrias que proferiu? Ou, novamente, fingir-se-á que nada houve? Porque, para a IVI, nada se passou, nem uma linha. Ao contrário, celebram esse abscesso como se exemplo fosse. Quem será que, finalmente, trará ao RS o antibiótico certo para purgar essa infecção viral?


E veio seguindo a IVI no jogo que não houve mas que ela viu (ou imaginou). Todos, que antes da partida rasgaram elogios a Coudet (estava desde maio polindo estilo europeu, estava mais preparado, ganharia fácil e por aí vai). O Eduardo Coudet, saiu-se, de fato, um treinador colorado por excelência: terminou o jogo vituperando contra a FGF, o gramado e atribuindo a vitória gremista à sorte. Ele deve ler as matérias da IVI e Tonho Cudê da Lua passou-se a crer um habilidoso treinador, superior aos demais.‬ Nós ganhamos e eles tomaram no Coudet. Passou mais um Grenal sem que Guerrero marque gol em Grenal ou que Cudê da Lua consiga tirar o Peruano Sniff do bolso de Kannemann! Nada disso, porém, enxergou a IVI.

A pergunta que fica: O inter fará DVD “como perder após ter quebrado protocolo e feito treino secreto”? Diante do Grêmio não adianta treinos escondidos ou sujidades vermelhas. Não adianta a campanha da IVI. Lembram que o Pipoca Olivier, o Diego, perguntou “o que o Brasil esperava com o inter de cudê?”. Pois bem, nada é a resposta. Afinal, da onde menos se espera, daí que não sai nada mesmo. A superioridade gremista é irretorquível. O que não quer dizer acomodar-se ou abdicar de treinarmos fundamentos (y compris os pênaltis que, sinceramente, dão uma raiva quando os cobramos!), trabalharmos sério e aproveitarmos para colmatar todas as brechas que apareceram. Muito trabalho tem de ser feito para o brasileiro e a libertadores que se aproximam. Fizemos, ontem, nossa obrigação: vencer o Gre-nada. Façamos as demais, então: estarmos com um time sério, bem preparado e competitivo para enfrentarmos a maratona que vem por aí. Hoje, porém, comemoremos. Vencemos! E tudo permanece igual e como de hábito no Rio Grande: Grêmio ganhou, sci perdeu. Hora, então, de um clássico do cancioneiro Gaúcho: um minuto de silêncio, para o inter que está morto!

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA


Reader's opinions

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *