Parece que foi ontem

Escrito por em 28 de novembro de 2020

15 anos da Batalha. Parece que foi ontem. E não se trata de força de expressão. 
Lembro de cada detalhe vivido naquele 26 de novembro de 2005. Desde que acordei, até a hora de dormir. Exausto, acabado, feliz. 
O rádio era meu veículo para o jogo. A outra opção seria o minuto a minuto. 
A tensão vivida não ficou restrita aos mais de 90 minutos. Desde que acordei naquele sábado, pressentia a barra pesada. 
Procurei ocupar meu tempo, para não pensar no jogo. Estudei, li, falei com amigos. Parabenizei meu primo, Rafael Vieira, que nasceu em 26-11-1982. Um grande gremista, seguindo influência familiar. 
Meia hora antes do jogo, já estava acomodado em frente ao computador. A tensão dominou todos os segundos. Exceção apenas no gol da Lusa. 
Durante pouco tempo, fiquei tranquilo. A vitória parcial da Portuguesa garantia o nosso acesso, mesmo com derrota. Quando o Santa virou, marcaram o primeiro pênalti nos Aflitos. 
Jogo sob controle no segundo tempo, mas o relógio girava devagar. A expulsão do Escalona antecipou o meu desespero. Seria no sufoco, obviamente. 
Marcada a penalidade injusta, a sequência de expulsões, invasões de campo, temor de confusão generalizada. Eu me sentia dentro do gramado. 
E só pensava que aquilo era injusto. Que o Grêmio havia embalado, seguido adiante e merecia subir. 
Só mentalizava a injustiça. Não pedi nada a Deus. Só lamentei o castigo sem merecimento. 
Entretanto, a Imortalidade nos carregava no colo. Um grupo talentoso, bravo e de caráter extraordinário resistiu. 
Defendo uma teoria. Se os caras do Náutico tratassem o Grêmio a pão de ló, talvez não estivéssemos tão focados. Pintar o vestiário, soldar a porta do ferro para o gramado, entre outros artifícios, só fez o pessoal entender que aquilo seria uma guerra.
Pior para eles. Provocaram o clube errado. Historicamente, o Tricolor precisa ser apaziguado. Se buscam, na base da porrada nos intimidar, aprendem na marra com quem estão mexendo. Mesmo que tenhamos uma geração de jogadores técnicos. Não importa. O Dinho tem seus dias de Luan. O Dener, os seus de Sandro Goiano. 
Isto, talvez, explique porque jogadores venham para cá e saiam torcedores fanáticos. Identificação. Causa ideológica. Militância. Paixão. Sentimentos que comovem. Tornam profissionais em amadores, aqueles que fazem por amor. 
O Dia da Alma Tricolor é o 26 de Novembro. 15 anos depois, viajo no tempo e não mudo um só detalhe. A emoção é a mesma. O frio na espinha, também. 


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