Tocando agora

Title

Artist

Programa Atual

Programa Atual

Background

Pra onde foi o dinheiro?

Escrito por em 30 de janeiro de 2018

Pois leia e saberá…

Este tipo de pergunta só faz sentido na mente obtusa de quem não acompanha o clube, já que todos balancetes são publicados. Ainda assim, digamos que o vivente não tenha acesso a nenhum meio de informação, nem a história do clube se prestou a acompanhar nos últimos 18 anos? Esta pergunta só cabe dentro de dois contextos, ignorância (no sentido de desconhecimento) ou maldade (sejam quais forem os interesses por trás).

Vamos lá:
Uma boa parte dos valores que recebemos foi destinada aos próprios jogadores e comissão técnica na forma de premiação. Sim, o Grêmio tem uma base e teto salarial compensada em premiação por objetivos alcançados, “It is not rocket science!” Tivemos ainda 13o, outros custos operacionais normais e mantivemos as contas em dia. O fluxo de caixa do Grêmio é apertado. Levaremos ainda algum tempo para atingir o equilibrio financeiro. Não temos receita advinda da bilheteria para reforço de fluxo de caixa, mas acabamos encontrando novos meios de sustentação: incremento da base se sócios, majoração de receitas como Gremiomania, redução do nosso passivo, etc.

Nosso orçamento é apertado. Viemos de vários anos de gastança e cagadas, sendo a maior delas o legado da ISL, que praticamente quebrou o clube. Quem não entende isto…
Só de juros (vejam bem, juros, não é amortização da dívida) pagamos cerca de 30 e tantos milhões por ano (de JUROS CARAMBA), por conta de irresponsabilidades como parte da torcida quer que se faça pra preencher seu ego: Contratações milionárias e medalhões. Lembro de manifestações pra trazer Robinho (queria 800 mil +luvas), Diego (700 mil+luvas), Everton Ribeiro (650 mil+luvas), Jadson (4.5 milhões de Luvas e salário de 500 mil por 4 anos) e assim por diante, ouvi e li de vários. É fácil fazer conta quando não se tem responsabilidade de pagá-las. Nosso orçamento este ano em 2018, foi bastante conservador, as projeções de receitas foram elaboradas de forma bastante pé-no-chão (devemos superar ao final do ano) e projeções de custo foram extrapoladas pra cima em relação a 2017. Houve ajustes salariais importantes no elenco (Luan, Arthur, Geromel, Kannemann etc). Mesmo assim, cumprindo o orçamento, terminaremos o ano superavitário. Prevê ainda receita na casa de 60 milhões com venda de atletas (sim, o clube precisa vender para obter equilíbrio financeiro). Bilheteria, quadro social, Gremiomania, todas com projeções de receitas inferiores ao que penso ser exequível em 2018. Com dinheiro sobrando, a ideia é ir amortizando a dívida pra poder fugir dos juros. O $$ dos juros é dinheiro que iria para o futebol. E que hoje é jogado pela janela por termos tido que pegar dinheiro caro de financiamento para cobrir custos operacionais no passado criando um passivo histórico que se tornou uma âncora. Ainda hoje precisamos recorrer a esta solução a contra gosto em determinados períodos. Hoje estamos com todas, TODAS as grandes contas rigorosamente em dia.

Só vai existir futebol forte e sustentável por longo período com o clube saudável. É preciso entender isto.


Opinião dos leitores

Responda

Seu endereço de e-mail não será publicado.Required fields are marked *