RENATO FOI O GÊNIO QUE É

Escrito por em 31 de dezembro de 2020

Passamos. 0x0 protocolar, pra quem já tinha a vantagem. Mas por onde passou esse 0x0 e classificação à final? Vai falar um crítico de algumas atitudes do senhor Renato Portaluppi.

O nome citado já entrega o grande responsável pela classificação. Não vou falar a respeito do primeiro jogo, no qual a obrigação era vencer em casa, por mínima vantagem que fosse. E convenhamos, foi suado. Falo do jogo da antevéspera de ano-novo, no Morumbi.

Renato foi genial. E repito que aqui fala um crítico do seu trabalho recente. Mas ele foi genial. Explico.

No calor do jogo, poucos repararam. Eu vi no jogo, e fiz questão de acordar mais cedo pra ver o VT, pra confirmar.

Ouvi pessoas dizendo que Diego Souza foi um dos piores em campo “porque apareceu pouco”. Mas viram o contexto da partida? Diego Souza foi praticamente um volante. Quase não passou da meia-cancha. Por que? O jogo ontem era para contra-ataque. Renato recuou o Diego, abriu Alisson e Pepê, e vejam a sacada: jogou Jean Pyerre pra posição em que jogava Doga10, no grande círculo, pra tentar uma pifada. A pifada não veio, mas a distribuição simplória do jogo ajudou muito o Grêmio a evitar o assédio do São Paulo, e ao mesmo tempo preocupou os paulistas, visto que Diniz percebeu isso, e teve que alterar tudo o que havia projetado quando já era praticamente tarde demais.

Renato fez mais do que isso. Segurou ao máximo Victor Ferraz na direita pra proteger Rodrigues (de atuação impecável), e posicionou Lucas Silva (pra mim, a sacada brilhante da noite) no lado em que atacava Gabriel Sara, um canhoto que joga pela direita e puxa pro meio (o pé ruim do Diogo Barbosa, que Diniz sabia se tratar de um marcador não tão eficiente). Lucas Silva fez um pouco de tudo na partida, mas suas ações eram basicamente voltadas a anular esse atleta. E Sara pouco foi visto.

Por fim, todo competente precisa ter um pouco de sorte. E Renato viu em Walter Kannemann (que alguns “gênios” já estavam pedindo fora do time), um verdadeiro monstro, sendo o craque da partida na ida e na volta. Viu um Rodrigues se mostrando fácil um substituto de Geromel. Viu um Alisson que voltou voando, mesmo após a longa parada. Viu um Vanderlei que, quando exigido, foi seguro. E por fim, um time “arrastando a bunda”, comendo grama, dando o sangue…nem Thaciano e Paulo Miranda conseguiram comprometer.

Renato foi o gênio que todos nós sabemos que é. Escalou bem, estudou o adversário, leu bem o jogo, trocou como e quando precisava, e assim estamos em mais uma final. Temos uma oportunidade de ouro de voltarmos a ser o “Rei de Copas” em números.

Se bem que…ah, se números significassem alguma coisa…o que ganha título é camisa, alma copera, raça, indignação, e até alguma catimba quando necessário.

O GRÊMIO fez contra o São Paulo tudo o que não fez contra River, Flamengo e Santos. A vaga à final não veio com “o melhor futebol do Brasil”. Veio com “o futebol mais Copero das Américas”!

Um ano-novo de muita luz. Luz azul, dor vermelha, vermelho anil.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA


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